Sense-Lab lança guia sobre mecanismos para unir receita e impacto

Com o objetivo de responder à pergunta ‘Que mecanismos possibilitam que um negócio consiga gerar um impacto social ou ambiental positivo relevante de forma financeiramente sustentável?’, o Sense-Lab lançou o guia Inovação em Modelos de Negócio de Impacto

Além de sua experiência de cinco anos trabalhando com a temática de impacto, o Sense-Lab promoveu pesquisas, entrevistas e workshops para identificar, entender e sistematizar os principais Mecanismos Receita+Impacto, nome dado ao modelo por meio do qual a organização interage com seus clientes e beneficiários para a geração de resultado financeiro e valor coletivo. 

Produzido com apoio de Instituto de Cidadania Empresarial (ICE), Fundação Telefônica Vivo e Instituto Humanize, o guia destina-se a empreendedores, organizações em transição para a lógica de negócios de impacto, aceleradoras, incubadoras, investidores de impacto, professores universitários e organizações de fomento. 

O que são e quais são os princípios dos negócios de impacto 

O levantamento do Sense-Lab apresenta negócios de impacto como modelos de negócios com diferentes formatos jurídicos – seja organização da sociedade civil (OSC), cooperativa ou empresa – que apresentam soluções para problemas sociais e ambientais nas áreas de educação, saúde, serviços financeiros, moradia e mobilidade, entre outros.  

Para serem definidos como tal, os negócios de impacto precisam apresentar quatro princípios que os diferenciam de organizações com outros modelos: ter um propósito claro de gerar impacto socioambiental positivo, conhecer e avaliar seu impacto regularmente, operar com receita própria advinda da venda de produtos ou serviços e estabelecer um modelo de governança que considera as diversas partes interessadas.

Mecanismos Receita + Impacto 

Os Mecanismos Receita+Impacto apresentados pelo guia buscaram localizar em que ponto da cadeia de valor de um negócio – formada por atores como a própria organização, seus clientes e fornecedores – está o impacto a ser gerado. 

Com isso, são quatro os Mecanismos: 1. Impacto no Cliente (o impacto é gerado no cliente ou pelo cliente do negócio); 2. Impacto na Cadeia (o  impacto é gerado em seus fornecedores, ou por meio deles, ou ainda dentro da própria organização); 3. Impacto como Serviço (o impacto é gerado diretamente pelo produto ou serviço prestado, mas o cliente não é o público impactado nem o agente que gera o impacto); e 4. Impacto como Subsídio (o público ou foco do impacto não participa diretamente da cadeia de valor principal do negócio, sendo um ente externo ao fluxo comercial que o sustenta).

Depois de apresentar brevemente os mecanismos, a publicação detalha cada um deles ao apresentar seu arquétipo, ou seja, o modelo principal, e mecanismos secundários a este. 

No Mecanismo 1, que versa sobre o impacto no cliente, o modelo principal determina que o público impactado é também o cliente do produto ou serviço que financia o impacto. Ou seja, a organização tem uma solução e acredita que existem potenciais clientes dispostos a pagar por ela. Uma das principais variações desse modelo é o chamado impacto por intermediário. Nele, a organização não interage diretamente com o público impactado. Seu cliente direto, que compra produtos ou serviços, possibilita que a organização gere impacto em uma população vulnerável, por exemplo. 

O conteúdo está disponível na íntegra neste link.

Notícias relacionadas

O que não te contaram sobre Negócios de Impacto

Tema em alta na atualidade, os negócios de impacto constituem-se em uma agenda que veio para ficar. Sua crença fundamental é de que é possível gerar impacto social de forma combinada com retorno financeiro. *Por: Fábio Deboni

Apoio institucional