Série Fundo BIS: Plataforma pretende conectar doadores a iniciativas periféricas

A plataforma Potências Periféricas (São Paulo/SP) é uma das quatro iniciativas apoiadas pela segunda edição do Fundo BIS. Seu objetivo é criar uma ‘vitrine’ para que agentes sociais possam cadastrar suas informações e projetos de forma segura e se conectar com doadores que desejam aportar recursos em iniciativas periféricas, além de consultar em um só lugar as ações em andamento e suas propostas. 

“A plataforma permite que o coordenador de um projeto social de Paraisópolis possa ter contato com a supervisora de projetos de um grande instituto. Queremos que uma Fundação possa buscar em um único lugar todos os projetos de empreendedorismo liderados por mulheres nas periferias do Brasil, por exemplo”, exemplifica Anderson Meneses, codiretor da Agência Mural de Jornalismo das Periferias e integrante da Rede Potências Periféricas.

As iniciativas sociais que se cadastrarem poderão criar um perfil com informações de sua instituição e recomendações de parceiros, conhecer mais detalhes sobre os doadores do ecossistema e, assim, criar melhores relações com grantmakers, além de dialogar com atores locais para busca de parcerias.

Anderson conta que o que motivou a elaboração do projeto foram as conexões reais que acontecem pela cidade. “O ambiente digital pode ajudar a criar novas conexões, principalmente entre dois mundos que precisam se encontrar, mas possuem dezenas de desafios e obstáculos.”

Atualmente, os dados sobre organizações e projetos que atuam nas periferias estão descentralizados e, por isso, a ideia é transformar a plataforma em uma comunidade relevante de encontros entre essas iniciativas e o investimento social privado. 

Histórico e próximos passos

Em 2019, um encontro organizado pelo GIFE que reuniu organizações do investimento social privado (ISP) conectou a Rede Potências Periféricas, Fundação Tide Setúbal, Fundação ABH e o Instituto Jatobás, que, a partir de então trabalharam na concepção da ideia de facilitar o encontro e a conexão entre mais potências periféricas e financiadores.

Com o segundo aporte do Fundo BIS, inúmeros encontros e pesquisas foram realizados para desenhar uma solução que efetivamente pudesse preencher as lacunas existentes, levando em consideração as necessidades, tanto dos investidores, como dos projetos e organizações dos territórios.

O desenho da plataforma já foi finalizado e está em fase de desenvolvimento. Serão feitos três lançamentos: o primeiro para um grupo fechado, o segundo para convidados e o terceiro aberto.

Nas últimas semanas, conversamos com dois dos financiadores – Fundação Tide Setubal e Instituto Jatobás – e estamos aguardando mais dois aportes financeiros previstos para este ano para dar andamento aos trabalhos da plataforma. Esperamos contratar um time que ficará focado na mobilização e no desenvolvimento do ambiente”, conta Anderson.

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