26 de agosto de 2025
Museu do Amanhã, Rio de Janeiro
O Brasil vive sob a urgência de um reencontro com suas raízes. A dívida histórica com a população negra – acumulada em séculos de escravidão e perpetuada por estruturas racistas – exige mais que reconhecimento: demanda ação reparadora em forma de investimento social estratégico. O Mês da Filantropia Negra 2025 se ergue sobre o princípio Sankofa, conceito africano que nos ensina a colher no passado as sementes para florestas futuras. Aqui, a filantropia não é caridade, mas justiça em movimento – um ato político de devolução de recursos, narrativas e poder às mãos que sempre souberam cultivar comunidades, mesmo em solo árido.
Neste ano, propomos uma filantropia que age em três tempos simultâneos:
1) Memória como alicerce – financiando arquivos vivos, museus insurgentes e tecnologias negras de registro que combatam o apagamento
2) Reparação como prática – direcionando recursos para educação antirracista, economia afrocentrada e justiça reparativa
3) Futuro como projeto coletivo – fortalecendo lideranças negras que redesenharem os mapas da prosperidade. O desafio é transformar o Investimento Social Privado (ISP) em ponte entre expropriações que foram feitas no passado e o que será construído.
O futuro já começou.
E ele exige raízes fortes.
Credenciamento e Café de Boas-Vindas
Abertura
Palestra: “Sankofa Agora: União em Ação” com Jacqueline Copeland
Painel de Debate: ”Memória, Justiça e Capital: Como o Investimento Privado Pode Reparar Violências do Passado?”
com Ana Flávia Magalhães Pinto (UnB), Juliana Maia (Ibirapitanga), Magno Cardoso (Instituto Filhos do Quilombo), Paulo Ramos (AfroCebrap). Mediação: Guibson Trindade
Sessão: “Memórias que Florescem: Reimaginando Futuros Através da Filantropia Negra” com Luyara Franco (Instituto Marielle Franco)
Sessão: “Favela é Memória Viva” com Priscila Fonseca (Museu das Favelas)
Sessão: “Costurando o Tempo: Entre o que foi e o que podemos ser” com LaTosha Brown e mediação de Marina Motta
Encerramento
O projeto Circuito de Herança Africana, criado pelo IPN (Instituto Pretos Novos), surgiu em 2016 com o propósito de promover a educação patrimonial de seus participantes. Os locais do roteiro fortalecem a narrativa histórico-cultural dos povos negros, tornando essa aula-passeio uma atividade dinâmica, cultural e inesquecível. O percurso tem duração estimada de duas horas, percorrendo pouco mais de 2 km e finalizando no Instituto Pretos Novos – IPN.
O credenciamento será feito exclusivamente na chegada ao evento, no Museu do Amanhã. Apenas participantes credenciados poderão participar da visita
Atenção: por motivos logísticos, os horários escolhidos para os grupos do Circuito Herança Africana serão definitivos e não poderão ser alterados após a inscrição.
Orientações aos participantes:
Como a atividade será ao ar livre, recomendamos o uso de roupas leves e que levem água para se manterem hidratados.
Universidade de Brasília
Historiadora, professora da Universidade de Brasília (UnB), e integrante da Rede de Historiadoras/es Negras/os e da equipe Cultne. Atua como coordenadora-geral do GT sobre Arquivos Comunitários da Associação Latino-americana de Arquivos (GTAC/ALA).
Women Invested to Save Earth Fund (The Wise Fund)
Premiada especialista em mudança social, fundadora do Black Philanthropy Month (BPM), movimento global que mobiliza mais de 100 milhões de pessoas em 60 países pela equidade no financiamento a comunidades afrodescendentes. CEO do Women Invested to Save Earth Fund (WISE), ela foi reconhecida como uma das 100 maiores filantropas do mundo pela Unbound Philanthropy. Com formação em antropologia cultural, tecnologia e finanças sociais, possui diplomas por universidades como Georgetown, University of Pennsylvania, Oxford e Santa Clara. Também é artista musical: compôs 12 canções e lança em agosto de 2025 seu terceiro álbum, Mother Tongue: An Afromusic Journey, em apoio ao BPM. Além disso, é autora respeitada, produtora cultural e ativista interseccional com atuação em filantropia, justiça climática, e espiritualidade inter-religiosa.
Mestre de Cerimônias
Roteirista e jornalista, com experiência em televisão e audiovisual. Desenvolve projetos autorais e já escreveu para animações e séries de diferentes formatos. Iniciou sua trajetória no audiovisual em 2017 com um documentário finalista no New York Festivals. Além da escrita, atua como palestrante e consultora em diversidade, gênero e raça, áreas em que acumula mais de uma década de ativismo.
Pacto de Promoção da Equidade Racial
Guibson Trindade é comunicólogo, pesquisador e ativista com mais de 20 anos de atuação nas agendas de justiça social, equidade racial e transformação organizacional. É cofundador e Gerente Executivo da Associação Pacto de Promoção da Equidade Racial, iniciativa pioneira que reúne mais de 85 organizações comprometidas com a adoção de metas e indicadores de inclusão racial no setor privado.
Mestre em Administração e Governança pela Fundação Álvares Penteado (FECAP), com MBA em Gestão de Pessoas, Guibson tem trajetória marcada pela articulação entre o setor empresarial, o investimento social privado e as práticas de equidade. Pernambucano, atuou também em projetos voltados à educação, à saúde e ao acolhimento de pessoas refugiadas.
Ibirapitanga
É advogada e mestre em Ciências Jurídicas e Sociais pela UFF – Universidade Federal Fluminense. É pesquisadora na área de movimentos sociais, relações raciais e de gênero, políticas públicas, cristianismos, direito e política, com experiência em pesquisas qualitativas e quantitativas. Foi pesquisadora visitante na Brown University e The University of Oklahoma. É pesquisadora associada ao Grupo de Pesquisa sobre Sexualidade, Direito e Democracia da UFF. Desde 2016 ministra cursos e treinamentos sobre direitos humanos, relações de gênero e raciais, desigualdade social, políticas públicas e governança. É mãe da Olivia.
Southern Black Girls & Women’s Consortium
Cofundadora do Black Voters Matter Fund, mobilizou mais de 40 milhões de dólares para organizações de base, revolucionando a participação eleitoral da comunidade negra. Brown também fundou o Southern Black Girls & Women’s Consortium, iniciativa de 100 milhões de dólares que investe em organizações lideradas por mulheres negras no Sul dos EUA. Reconhecida internacionalmente com trabalho em 23 países, combina ativismo e arte como cantora de jazz e soul. Entre seus reconhecimentos estão a lista Forbes 50 Over 50 Impact de 2024 e o título de “Mulher do Ano” pela revista Glamour em 2021, mantendo-se na linha de frente da luta por justiça social.
Instituto Marielle Franco
Luyara Franco é co-fundadora e Diretora Executiva do Instituto Marielle Franco. É Educadora Física formada pela UERJ e atua na disseminação do legado de sua mãe, Marielle Franco. Atuou por dois anos como assessora parlamentar no mandato da deputada estadual Renata Souza (PSOL/RJ). Além disso, é ativista interessada por esporte, lazer, antirracismo e cultura periférica.
Instituto Filhos do Quilombo
Quilombola da Comunidade África, em Moju – Pará. Administrador, Mestre em Sustentabilidade, Doutorando em Antropologia e Sociologia. Pai do Lucas, Ana Luiza e Luís Magno. Diretor do Instituto Filhos do Quilombo, pesquisador, captador de recursos para investimentos em comunidades tradicionais. Atua na construção de tecnologias sociais negras, ações de base comunitária e incidência política em territórios periféricos. Sua atuação conecta espiritualidade de matriz africana quilombola, ancestralidade e inovação social, como pilares da reparação e do desenvolvimento de comunidades negras na Amazônia e no Brasil.
Consultora
Especialista em Desenvolvimento Regional da América Latina pela Georgetown University e mestre em Segurança Internacional pela SciencesPo Paris. Atua em ONGs locais, internacionais e instituições de filantropia para justiça social há 15 anos: já integrou equipes do Secretariado da ONU, da Anistia Internacional, de Médicos Sem Fronteiras e da Fundação Ford. Foi presidente do Conselho Consultivo do Fundo Agbara.
AfroCebrap
Sociólogo e pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), é um dos fundadores da plataforma AfroCebrap, que articula produção de conhecimento, dados e incidência política com foco em equidade racial. Especialista em justiça econômica, políticas reparatórias e institucionalidade negra no campo do Investimento Social Privado, atua na construção de estratégias de financiamento com centralidade nas lideranças negras. Conecta teoria crítica com advocacy e políticas públicas.
Museu das Favelas
Coordenadora de Articulação Institucional no Museu das Favelas (IDG), com mais de 20 anos de experiência em projetos sociais, comunicação comunitária e redes colaborativas. Pós-graduada em Comunicação Popular (UEL-PR), atua como curadora da Feira Preta há mais de 10 anos. Desenvolveu trabalhos especialmente na região Norte do Brasil, junto a comunidades rurais ribeirinhas, indígenas e quilombolas dos nove estados da Amazônia Legal, além das periferias de São Paulo. É fellow da Fundação Be The Earth, idealizadora do Projeto Salomé e multiplicadora da Cultura de Paz.
No Mês da Filantropia Negra convidamos especialmente aliadas/os/es brancas/os/es da luta antirracista a participar das atividades, onde discutiremos a questão racial a partir das perspectivas das organizações negras. Enfrentar o racismo não é uma questão exclusiva das pessoas negras, é uma responsabilidade compartilhada por todas as pessoas.
Localizado no Centro do Rio, em área comercial e administrativa. Próximo ao VLT, ao MAR, ao Boulevard Olímpico e à Praça Mauá.
Fica no bairro do Castelo, junto ao Aeroporto Santos Dumont. Região central com acesso fácil a transporte público e próximo ao Aterro do Flamengo.
Também ao lado do Aeroporto Santos Dumont. Região central com acesso fácil a transporte público e próximo ao Aterro do Flamengo.
Está na Lapa, bairro histórico e boêmio, próximo aos Arcos da Lapa e à Escadaria Selarón. Ótima opção para quem busca vida cultural e noturna.
Localizado no bairro do Flamengo, região arborizada e residencial. Fácil acesso ao metrô (Estação Catete) e ao Aterro do Flamengo.
Além da Casa do Saulo e do Sterna Café, que ficam dentro do prédio do Museu do Amanhã, há diversas opções a poucos minutos de caminhada — perfeitas para quem quer explorar a região e aproveitar a gastronomia local. Confira algumas sugestões:
Centro Empresarial Internacional Rio
Prato feito com opções leves e rápidas, ideal para dias úteis.
Av. Rio Branco, 1 – G1, Centro — Rio de Janeiro – RJ, 20090-003
Cafeteria moderna com lanches, cafés especiais e pratos executivos.
Av. Rio Branco, 1 – Loja D, Centro — Rio de Janeiro – RJ, 20090-907
Restaurante tradicional com ambiente descontraído e cardápio variado.
Praça Mauá, 9 – Loja A, Centro — Rio de Janeiro – RJ, 20081-240
Bar com feijoada, petiscos e música ao vivo, em um dos cantos mais charmosos da cidade.
Largo São Francisco da Prainha, 15, Saúde — Rio de Janeiro – RJ, 20081‑270
Mistura de restaurante, centro cultural e bar. Refeições, arte e debates no mesmo espaço.
Largo São Francisco da Prainha, 4 (andar superior), Saúde — Rio de Janeiro – RJ, 20081‑280
Referência histórica no Centro do Rio, famoso pelo tradicional angu à baiana.
Rua Sacadura Cabral, 75, Saúde — Rio de Janeiro – RJ, 20081‑261
Culinária afro-brasileira com pratos autorais e ambiente acolhedor.
Rua Sacadura Cabral, 79, Saúde — Rio de Janeiro – RJ, 20081‑261
REALIZAÇÃO
PRATA
INSTITUCIONAL
APOIADORES INSTITUCIONAIS GIFE