Com atuação no centro-oeste, Instituto BRB chega ao GIFE

O mês de junho marca a chegada de mais um associado ao GIFE. O Instituto BRB é a entidade que trata dos projetos de responsabilidade sócio-empresarial, desenvolvimento humano e sustentabilidade do BRB – Banco de Brasília.

Apesar de ter sido fundado em 1997, o instituto só deu início às suas atividades em setembro de 2017, quando foi reativado. Essa decisão partiu de um grupo de trabalho formado dentro do banco, em 2015, que entendeu que seria melhor concentrar as atividades realizadas de forma independente, tanto pelo banco quanto por outras empresas do conglomerado BRB, como a financeira, a empresa que trabalha e opera fundos de investimentos, a empresa de cartão de crédito, corretora de seguros, entre outras.

“Já existia dentro do banco a gerência de sustentabilidade, criada para fazer algumas atividades relacionadas a voluntariado empresarial e ações de cunho filantrópico. No âmbito de cada uma das empresas do conglomerado, eram desenvolvidas atividades independentes e ficava tudo muito disperso. O grupo identificou, então, que seria melhor reativar o Instituto BRB para, ao mesmo tempo, concentrar as diversas ações relacionadas à responsabilidade sócio-empresarial do conglomerado numa única entidade, transferir aquelas que eram realizadas pela gerência de sustentabilidade e alçar o Instituto a outro patamar com projetos para sociedade em geral”, expõe Emmanuel Reis e Silva Lelis, secretário de assuntos administrativos financeiros do Instituto.

Um dos avanços da gerência foi instituir a função de ADS – Articulador de Desenvolvimento Sustentável, pensada para designar funcionários voluntários do banco que trabalham em diversas frentes, seja na direção geral ou em agências, mas sempre instigando colegas a participarem das atividades de voluntariado empresarial.

Campanhas de doação

Uma das ações principais desenvolvidas pelo Instituto BRB são as campanhas de doação. Trata-se do programa de voluntariado empresarial que tem como objetivo mobilizar funcionários, colaboradores e clientes do banco para a contribuição em ações sociais.

Ao todo, são quatro campanhas desenvolvidas durante o ano. A primeira delas é a do material escolar. Para incentivar a educação, a instituição organiza a arrecadação de cadernos, canetas, lápis, borrachas e apontadores que são entregues, em forma de kits, aos filhos de funcionários terceirizados matriculados no Ensino Fundamental ou Médio de escolas públicas.

Avançando no calendário, em maio e junho é realizada a campanha do agasalho, com a arrecadação de roupas e cobertores. Uma parte do material é doada para instituições pré-selecionadas e a outra vai direto para o bazar solidário do banco. Emmanuel explica que funcionários da limpeza, conservação e apoio do BRB trocam materiais de higiene e limpeza por algum produto arrecadado durante a campanha, como um edredom, por exemplo. Os materiais recebidos nessa troca (sabão em pó, sabonetes, desodorantes, creme e escovas de dente) são encaminhados para instituições sociais.

No mês de outubro, para o Dia das Crianças, arrecadam alimentos não perecíveis, que são encaminhados para instituições sociais. No Natal, é disponibilizado um sistema interno com dados pessoais de crianças, jovens e adultos de instituições sociais. Os funcionários do BRB “adotam” os beneficiários e se responsabilizam pela montagem de um presente, contendo roupas novas, um sapato e brinquedo. A entrega conta com a presença do “Papai Noel” e de voluntários do BRB. Vale ressaltar que o BRB fica responsável pela parte de organização e entrega das doações. Tudo é arrecadado ou doado pelos funcionários.

Segundo Emmanuel, com essas campanhas transferidas da gerência de sustentabilidade para o Instituto, o desafio atual é inová-las e atrair ainda mais colaboradores. “Estamos pensando na criação de um portal do voluntariado ou algum mecanismo para nos ajudar a identificar ainda mais empregados que possam engajar-se como voluntários. Por exemplo, alguém que tem conhecimento de música e está disposto a realizar um trabalho. Ainda não temos um canal que possibilite essa identificação, que acontece a partir de conversas informais e da sugestão de cada um”. Além de espalhar a ideia do voluntariado pelo conglomerado, o portal também possibilitaria que familiares e amigos dos funcionários participassem das ações.

O secretário ressalta que a ideia é, a medida do amadurecimento, não se limitar à questão de mobilização, arrecadação e doação. Essa vontade de integrar a sociedade poderia se manifestar de algumas formas como, por exemplo, com a contratação de artistas locais do Distrito Federal e entorno para se apresentarem no Natal, de forma a valorizar a cultura do centro-oeste. Outra ideia é levar crianças para conhecerem museus e cinemas.

Futuros passos

Com a reativação da instituição, Emmanuel conta que foi traçado um planejamento estratégico para 2018 e 2019. Além das melhorias nas campanhas de arrecadação e doação, se dedicarão à atuação em rede com outras instituições do Distrito Federal e entorno, assim como o lançamento de editais.

Com previsão para o segundo semestre de 2018, as duas chamadas de projetos terão foco ambiental e social.

“Já existem várias outras organizações que trabalham para proteger e valorizar as populações nativas da Amazônia, da Mata Atlântica e de outros biomas. Identificamos a necessidade de colaborar mais com o bioma onde estamos inseridos, o Cerrado. Vamos buscar projetos que se alinhem à sua valorização, à utilização sustentável de sua fauna e flora e dos alimentos que produz”, explica.

O outro edital será voltado para projetos sociais e também incentivará principalmente a questão da valorização e fortalecimento da mulher. “Esta ideia surgiu a partir de outra ação que realizamos esse ano. O instituto aderiu ao Rede Brasil Mulher, programa da Secretaria de Política das Mulheres, do Governo Federal, e se comprometeu a desenvolver e executar ações de valorização da mulher”.

Associação ao GIFE

Emmanuel explica que a vontade do Instituto BRB associar-se ao GIFE veio da participação em reuniões da Rede de Investidores Sociais do Distrito Federal (RIS-DF). Segundo ele, foram oportunidades em que pôde conhecer melhor a atuação do GIFE, assim como a mobilização e o trabalho de forma integrada dos membros da rede. “O Fábio Deboni, gerente executivo do Instituto Sabin, nos apresentou o modo de funcionamento, as articulações e tudo o que poderia ser feito [como associado ao GIFE]. A partir daí tomamos a decisão de nos tornarmos associados”.

Além disso, o secretário também apontou os debates sobre o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC) como um aprendizado fundamental. “Sabemos que houve mudanças em vários aspectos na relação do Estado com as OSC, e isso suscitou uma série de dúvidas de interpretações e desafios. No nosso caso, por possuirmos como principal mantenedor o Banco de Brasília, que é um banco público, trouxe ainda mais importância para o assunto, de como trabalharmos em aderência à esse novo Marco Regulatório”, conta.

O potencial de aprendizado com outros associados também foi apontado como um ponto positivo que contou na decisão de fazer parte do Grupo. “Junto com essas organizações, que já atuam há anos na área e já superaram inúmeros desafios, podemos identificar onde inovar, o que efetivamente a sociedade clama de mais urgente e importante em relação a nossa atuação e o que podemos fazer de melhor”.

Associados

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