Combate à fome e má nutrição é missão do Instituto Stop Hunger, novo associado GIFE

Ainda restam dez anos para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), entre os quais o ODS 2, que visa acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição, além de promover a agricultura sustentável. 820 milhões de pessoas em todo o mundo não tiveram acesso suficiente a alimentos em 2018, segundo o relatório anual O estado da segurança alimentar e da nutrição no mundo

Mais novo associado GIFE, o Instituto Stop Hunger tem como missão tornar-se uma força na liderança do combate à fome e à má nutrição. Com atuação global, sua história teve início em Boston, nos Estados Unidos, quando colaboradores da empresa Sodexo perceberam que, no período de férias, quando as cantinas escolares estavam fechadas, muitas crianças não conseguiam ter uma alimentação adequada e nutritiva. 

O movimento acontece no Brasil desde 2003, quando o Stop Hunger firmou uma parceria com a Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Jaboticabal. “Quando a iniciativa chegou ao Brasil, nós atuávamos enquanto programa Stop Hunger dentro das nossas prioridades de responsabilidade corporativa. Somente em 2015 constituímos o Instituto e, desde então, atuamos como organização sem fins lucrativos”, explica Davi Barreto, superintendente do Instituto Stop Hunger. 

Atualmente com o título de organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP), o Instituto mantém cerca de dez programas no Brasil, com planos de expansão em número e temática. Segundo Davi, a ideia é trabalhar, além do tema majoritário, empoderamento feminino e geração de renda. 

O atendimento é prioritário para regiões com altos índices de vulnerabilidade social onde a Sodexo – empresa mantenedora – está presente, considerando três pilares de atuação: suporte a populações locais, apoio a empreendedores sociais – especialmente mulheres – e assistência em caso de emergências ou desastres climáticos e para a população de áreas que sofrem com a fome crônica.  

Programas 

Um dos principais programas do Instituto Stop Hunger em nível global é a Servathon. Derivada das palavras marathon (maratona) e serving (de ‘servir’), a Servathon é uma campanha global, criada em Boston, para atender pessoas em situação de vulnerabilidade.

“No dia primeiro de abril lançamos essa campanha que dura dois meses. Convidamos e buscamos incentivar todos os stakeholders a participar de forma gratuita. Estamos cada vez mais promovendo novas ações como, por exemplo, levar nutricionistas ou chefs para orientação nutricional ou preparo com aproveitamento integral de alimentos; promover o preparo de uma alimentação para uma comunidade, não só doação de cesta básica; ou criar uma pequena horta dentro de uma organização cadastrada”, reforça Davi. 

Já o programa Hortas Comunitárias congrega diversas iniciativas, como o Hortaliças, realizado em parceria com a Unesp nas unidades de Jaboticabal e Botucatu, no interior paulista. As hortas têm cinco mil metros e tudo o que é plantado é doado para instituições do entorno. Além disso, alguns alunos do curso de agronomia recebem bolsas para praticar nas hortas o que aprendem em sala de aula. Somente em 2019, 60 toneladas de hortaliças foram doadas. 

A iniciativa Horta na Laje, lançada em Paraisópolis com apoio da Associação das Mulheres de Paraisópolis, do Instituto Escola do Povo e da União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis, prevê a capacitação e o empoderamento de pessoas, especialmente mulheres, em técnicas de plantio no vaso para que possam desenvolvê-las em suas casas, com objetivo de garantir uma alimentação mais saudável e a segurança alimentar das famílias da comunidade.

“O programa é reconhecido pela Organização das Nações Unidas [ONU] não só por combater a fome e desnutrição, mas também por empoderar mulheres buscando a igualdade de gênero”, reforça Davi. Além disso, o resultado da plantação é usado em um pequeno bistrô que, de segunda a sexta, oferece comidas típicas a preços populares. 

O programa Gastronomia Sustentável, iniciativa da Electrolux da qual o Instituto é parceiro, também está no portfólio de ações. Trata-se de um programa de capacitação em técnicas de culinária e segurança alimentar para pessoas em situação de vulnerabilidade social. 

Além dessas, outras iniciativas integram as ações desenvolvidas e ainda em amadurecimento pelo Instituto, como a doação do excedente de alimentos, o Programa Satisfeito – no qual restaurantes da rede credenciada oferecem um prato um terço menor mas de mesmo preço – e o volume de alimentos economizado é doado para pessoas em situação de vulnerabilidade – e o Feed Truck, que promove seleção, organização, preparo e oferta de alimentos maduros ou próximos do descarte para pessoas em situação de rua. 

Associação ao GIFE 

Considerando a intenção do Instituto de se tornar uma força de liderança na luta contra a fome e a má nutrição, Davi reforça que é possível encontrar no GIFE outras organizações que ecoem esse desejo.

“Nossa intenção com a associação ao GIFE é entrar em contato com outras grandes instituições e fundações associadas que também têm como meta o combate à fome. Quando falamos de influenciar políticas públicas, acreditamos que se nos unirmos, teremos mais força para resolver essas questões.”

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