Criatividade será a terceira habilidade mais importante para o mercado de trabalho

 

Para a Fundação Iochpe, o ensino das Artes nas escolas se torna fundamental para fomentar habilidades e valores que ajudarão na vida profissional.

A criatividade no mundo do trabalho é para ser levada a sério. A habilidade se tornará um dos três maiores requisitos para ser um profissional bem-sucedido. De acordo com o Fórum Econômico de Davos, realizado no ano passado, o critério passou da 10ª exigência em 2015, para a terceira em 2018. O encontro global sustentou que as artes se encontram no centro das atividades que marcam a quarta revolução industrial ou indústria 4.0, sendo uma das três principais habilidades profissionais para 2020, ao lado da capacidade de resolver problemas complexos e pensamento crítico.

Segundo a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o ensino de Arte é fundamental para “a interação crítica dos alunos com a complexidade do mundo, além de favorecer o respeito às diferenças e o diálogo intercultural, pluriétnico e plurilíngue, importantes para o exercício da cidadania”.
“Temos como premissa que a Arte, enquanto objeto do saber, desenvolve nos alunos habilidades perceptivas, capacidade reflexiva e incentiva a formação de uma consciência crítica, não se limitando à autoexpressão e à criatividade”, afirma Claudio Anjos, diretor-executivo da Fundação Iochpe e do Instituto Arte na Escola.

A constante transformação social exigirá oferecer aos jovens o acesso a novos conhecimentos, nos quais os pensamentos complexo e criativo serão necessários e exigidos pelas empresas. A criação de novos produtos, o uso de tecnologias, o emprego da inteligência artificial e os novos comportamentos demandarão habilidades muito além do conhecimento técnico. A lista de habilidades contempla em primeiro lugar a Resolução de Problemas Complexos; seguidos de Pensamento Crítico; Criatividade; Gestão de Pessoas; Capacidade de coordenação e colaboração em equipe; Inteligência Emocional; Capacidade de Julgamento e tomada de decisões; Orientação ao Serviço; Negociação e Flexibilidade cognitiva.

“Precisamos acompanhar essas novas exigências do mercado de trabalho e a criatividade, como revelou a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), faz parte da educação de um país que almeja ascender econômica e socialmente, para que possa fomentar habilidades e valores que impulsionam a inovação na economia e na sociedade”, reforça Anjos.

As Artes quando bem estruturadas no currículo escolar ganham força em desenvolver todas essas habilidades e tantas outras, como aponta a entidade internacional OCDE e as pesquisas apresentadas. Por exemplo, no livro “Art for art’s sake? The impact of arts education”, a OCDE cita pesquisas que mostram que o ensino de artes melhora o desempenho de alunos em leitura e matemática, além de uma série de resultados que evidenciam ganhos cognitivos de crianças e jovens que têm aula de música, teatro, dança e artes visuais.

Diante dessa realidade global, o Brasil ainda discute atualmente sua Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o ensino médio. O documento normativo foi apresentado à sociedade pelo Ministério da Educação (MEC), mas até o momento não detalha conteúdos de muitas áreas do conhecimento, entre eles de artes e suas manifestações (teatro, música, dança e artes visuais) e ainda está sendo definido.

Para o Instituto Arte na Escola, os processos de criação devem ser estimulados e ensinados nas escolas, como um componente curricular obrigatório , conduzido por professores especialistas formados em suas áreas específicas (música, teatro, dança, artes visuais, cinema e fotografia) para garantir aos estudantes brasileiros a fruição estética , permitindo um desenvolvimento pleno para o exercício da cidadania e preparando-os para fazer escolhas e atuar de forma ética e competente em qualquer profissão que escolherem. Esse processo também pode ser estimulado e implementado em momentos de treinamentos nos ambientes de trabalho, colaborando fortemente no desenvolvimento de habilidades que estão sendo as mais valorizadas no Século XXI.

 

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