Festival Social Good Brasil estimula troca de conhecimento sobre tecnologia do futuro para promover mudanças sociais

Internet das coisas (IoT), inteligência artificial, direcionamento por dados e debate sobre aplicação de tecnologia e novas mídias para promover protagonismo e mudanças sociais de acordo com a realidade brasileira. Esses são só alguns dos temas que serão debatidos durante a sexta edição do Festival Social Good Brasil (SGB). Ele será realizado nos dias 27 e 28 de outubro, no Centro de Inovação ACATE, em Florianópolis (SC). A iniciativa do Instituto Comunitário da Grande Florianópolis (ICOM) e do Instituto Voluntários em Ação – SC conta com o apoio da Fundação Telefônica Vivo e do Instituto C&A.

Quando foi criado em 2012, o evento tinha como objetivo inspirar o pensamento inovador para promover mudanças sociais a partir do uso da tecnologia. Hoje, depois de seis edições, mais de cinco mil participantes presenciais e 35 mil participantes online, o Social Good pretende discutir o que é o novo e o que fará parte de nossas vidas no futuro.

Para isso, serão mais de 10 horas de programação, divididas em palestras, workshops, oficinas e rodas de conversa. Por contar com palestrantes internacionais, todas as atividades que acontecem no palco principal terão serviço de tradução simultânea. Além disso, haverá uma transmissão online do evento para aqueles que querem participar mas não podem se deslocar a Florianópolis.  

Programação

O dia 27 fica reservado a atividades como o painel “Big Data do bem”. Andrew Means, idealizador do movimento Data for Good dos Estados Unidos, trará o questionamento “Os dados podem ser nossos aliados?”. Em paralelo a essa discussão, serão apresentados três cases que provam que é possível aplicar tecnologia em setores como economia, política e saúde no Brasil. Robôs e ferramentas de realidade virtual serão exemplos de como isso pode ser feito.   

Na manhã do dia 28, o painel “Carreira, propósito e realização” traz o questionamento “o que é sucesso pra você?”. Para ajudar a pensar nessa questão e discutir protagonismo e a importância do autoconhecimento para empreendedores, estarão presentes Adriana Barbosa, fundadora do Instituto Feira Preta e uma das 51 pessoas negras mais influentes em cultura e mídia no mundo (eleita pela ONU); Ana Fontes, empreendedora e fundadora da Rede Mulher Empreendedora; e Rodrigo Vieira, embaixador sênior do TEDx na América Latina.

O festival também será uma oportunidade para os participantes conhecerem a Aceleradora de Protagonismo, programa do SGB que apoia projetos relacionados a inovação social, empreendedores e ativistas de todas as regiões do Brasil.

O SGB também fica responsável por trazer discussões atuais, como a importância de pensar em todos e incluir pessoas com deficiência no mundo tecnológico. Beatriz Lonskis, que nasceu surda, Fernando Botelho e Michelle Frasson, que perderam a visão durante a adolescência, irão debater como trabalham em empresas de tecnologia para ajudar pessoas que também possuem alguma deficiência a terem acesso à educação.  

O último painel do festival irá discutir como novas tecnologias irão mudar a relação do ser humano com o trabalho. A conversa será guiada por Jeremy Kirshbaum, do Institute for the Future, referência mundial em futurismo, e Skinner Layne, co-fundador da Exosphere, academia californiana de artes, inovação e ciências.

Além de todas essas discussões, o evento conta ainda com uma lista de rodas de conversa e workshops. Para realizar a inscrição, é preciso estar inscrito no festival. Ao todo, são 13 rodas de conversa, que acontecem das 11h30 às 13h, com os mais variados temas, como Futuro do trabalho; Liderança Feminina; Ética no dia a dia; Provocando imaginários possíveis; A importância da Afrobetização na base das futuras lideranças, entre outros.

Já os workshops acontecem das 15h às 17h30, com propostas igualmente variadas: Negócios de Impacto e os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável: como alinhar; Paradigma da abundância; Transição de carreira – Torne o seu dinheiro um agente de mudança; Como melhorar a gestão da saúde pública usando dados abertos.

A programação completa pode ser consultada nesse link.

Em todos os acontecimentos marcados no evento, a ideia é que os participantes tenham a possibilidade de explorar novos cenários a partir de cinco movimentos: olhar além e descobrir novas tecnologias e abordagens; olhar para dentro e perceber o potencial que há dentro de cada um; colocar a mão na massa com a participação em workshops para praticar o que aprendeu; celebrar as conquistas e conhecimentos e seguir em frente ao compartilhar o que absorveu durante o festival.

Inscrição

O processo de inscrição do Social Good Brasil tem uma proposta diferente. Os participantes interessados devem contribuir com o valor que puderem, com uma quantia mínima de R$ 1. O valor orçado para cada pessoa participar das atividades é de R$ 180. Os primeiros que doarem esse valor ou mais ganham uma camiseta do Social Good Brasil.
Todos os interessados podem preencher o formulário disponível aqui.

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