Fundo Fenômenos divulga iniciativas que receberão apoio financeiro e mentoria

Foram divulgadas as quatro iniciativas selecionadas pelo Fundo Fenômenos 2019. Em março, o boletim redeGIFE divulgou a chamada do Fundo, que teve como objetivo selecionar iniciativas sociais novas ou em curso que visam promover a qualidade de vida em regiões classificadas como de média, alta ou muito alta vulnerabilidade social na cidade de São Paulo de acordo com o Índice Paulista de Vulnerabilidade Social. 

Puderam participar da seleção organizações da sociedade civil, negócios de impacto, coletivos e movimentos sociais alinhados com pelo menos um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). 

As quatro organizações selecionadas receberão aporte financeiro de R$ 45 mil, R$ 5 mil em materiais de comunicação, um ano de mentoria, formação e encontros de troca junto à rede Fenômenos, além de um espaço de trabalho, visibilidade e divulgação de suas ações e articulação de contatos e rede. Conheça a seguir as organizações contempladas.

Associação Bem Comum 

Criada em 2005, a Associação Bem Comum apoia crianças e adolescentes residentes em regiões de alto índice de pobreza e violência da cidade de São Paulo, como no extremo Sul, na Cidade Dutra, Grajaú, Vargem Grande, Rio Bonito, Jardim Iporanga e Jardim das Gaivotas. 

A organização tem como propósito expandir o bem comum utilizando ferramentas educacionais e espaços de aprendizagens significativas para a transformação social sustentável, inclusiva, colaborativa e criativa. Para isso, oferece apoio psicopedagógico e trabalha competências de gestão e trabalho em equipe no contra-turno escolar.

Mirante Cultural 

O Mirante Cultural teve início em 2012, quando alguns jovens decidiram criar um espaço para ensinar música para crianças da Vila Mirante, bairro de Pirituba, na Zona Norte de São Paulo. No início, os alunos usavam suas histórias pessoais e diferentes literaturas para aprender sobre rap e composição e valorizar a história do bairro. 

Depois de dois anos, o grupo entendeu que seria interessante ampliar sua proposta. Hoje, são oferecidos cursos de violão, arte e grafite. Em 2018, a iniciativa inaugurou um espaço próprio, com mais opções de atividades de música, inglês, orientação profissional, arte e grafite, além de revitalizar praças e casas do bairro.

Terça Afro 

Também fundado em 2012, o Terça Afro é um coletivo sociocultural que trabalha com temáticas de raça, gênero e classe na cidade de São Paulo. O projeto promove espaços de diálogos com crianças, jovens e adultos e investe em diversas possibilidades pedagógicas, promovendo novas práticas de aprendizado e compartilhamento de saberes. 

Sua equipe é formada por oito integrantes de diversas áreas – como psicologia, produção cultural e articulação de territórios – que, juntos, promovem encontros, fazem atendimentos psicossociais e atividades educacionais, além de trabalharem o conceito de territórios afetivos. 

Historiorama 

Com atuação no Campo Limpo, Jardim Ângela, Capão Redondo e Jardim São Luís, a Historiorama é um projeto de educação e comunicação que visa fortalecer o direito que todas e todos têm de contar a história do mundo.

Por meio de seus projetos, como o Jornal Comunitário (com dez mil exemplares mensais) e o podcast Feito Nós (com moradores da cidade narrando suas memórias afetivas), a ação incentiva jovens a produzir informação sobre sua própria comunidade, valorizando as histórias e conhecimentos da região. 

Notícias relacionadas

Global Social Venture Competition seleciona novos negócios tecnológicos para apoio e mentoria

Empreendedores de negócios com ou sem fins lucrativos em estágio inicial: fiquem atentos. Até 3 de dezembro, estão abertas as inscrições para o The Global Social Venture Competition (GSVC), um prêmio que seleciona empreendedores do mundo todo para receber financiamento e mentoria para que suas ideias se transformem em negócios concretos que respondem a desafios globais a partir do uso da tecnologia.

Apoio institucional