GIFE lança programação da 10ª edição do Congresso

Multiplicidade de vozes, fortalecimento e promoção do diálogo e trabalho conjunto marcam toda a programação do X Congresso GIFE, já disponível no site. O evento, que será realizado em São Paulo, de 4 a 6 de abril, terá como tema central: “Brasil, democracia e desenvolvimento sustentável”.

A proposta é aprofundar debates importantes no campo do Investimento Social Privado (ISP) e provocar os presentes a discutir sobre como construir, enquanto sociedade, novas agendas e convergências para o país, em um ano de transição, marcado por eleições.

“A décima edição do Congresso se realiza num momento muito peculiar e ao mesmo tempo importante do contexto brasileiro. No cenário atual em que as instituições políticas estão muito desacreditadas, cresce ainda mais a importância da sociedade civil no seu papel de articulação, de trazer temas, de pensar as políticas públicas. E o Congresso vai falar justamente deste lugar. O evento tem um forte potencial de ser o espaço de discussão e diálogo de temas fundamentais, dessa nova visão de sociedade que queremos construir”, ressalta Neca Setúbal, presidente do Conselho de Governança do GIFE.

Para dar início às reflexões propostas, a mesa de abertura irá contar com a participação de especialistas de diversos campos de atuação – judiciário, liderança indígena, acadêmicos, empresários etc. –, como o economista Eduardo Gianetti, por exemplo, para analisar o contexto atual do Brasil e qual país queremos ter nas próximas décadas.

O debate inicial pretende reverberar ao longo dos três dias, nas mesas e painéis, a fim de que os presentes possam discutir o investimento social privado frente a esse contexto de país. A partir dessa premissa, toda a programação do Congresso estará ancorada em três trilhas centrais, que darão norte aos debates.

Na primeira delas, as mesas irão refletir sobre temas que visam o fortalecimento e aprimoramento do ISP, com toda a sua diversidade de foco, atuação etc. Assim, os participantes do Congresso poderão se envolver em debates sobre tendências e desafios para o campo do investimento social privado; inovação social; comunicação transformadora; e avaliação. Já estão confirmados, por exemplo, debatedores como Tessie Catsambas, presidente da American Evaluation Association, associação profissional de avaliadores dedicada à aplicação e exploração de avaliação de programas.

A segunda trilha da programação visa levar os participantes a refletir sobre as fronteiras de ação coletiva, ou seja, quais são as aproximações, convergências e interfaces do ISP com múltiplos atores, fortalecendo articulações. Nesta linha, o evento contará com mesas de debate sobre avanços da atuação em rede; princípios e dilemas de advocacy e incidência política; fronteiras entre o público e o privado; cultura de doação; fortalecimento das organizações da sociedade civil; negócios de impacto social; entre outros.

Já a terceira trilha, irá reunir discussões sobre os desafios e os temas prioritários da agenda e da vida pública, estabelecendo as conexões e possibilidades de atuação e conversa do ISP, e impacto real do investimento social nestas agendas. Nesta frente, o Congresso contará com mesas de debate sobre como revigorar a democracia e a vida pública; caminhos para a promoção de equidade e diversidade; oportunidades para a sustentabilidade do planeta; entre outras questões.

Já o último dia do evento, será marcado por dois debates centrais. O primeiro sobre o papel da filantropia no desenho e produção de novas agendas e convergências para a agenda pública, com a presença de profissionais como Átila Roque, diretor da Fundação Ford; Sergio Rial, presidente do Banco Santander; Paula Bellizia, presidente da Microsoft Brasil, entre outros. E, por fim, a mesa de  encerramento do Congresso, apontando os caminhos possíveis para se avançar a partir das discussões colocadas ao longo dos três dias.

“A ideia será nos questionarmos: e o ISP daqui para frente? Quais seriam então os próximos passos? O que é importante renovar? O Congresso pode ter um potencial de questionar um olhar mais inovador do investimento social”, ressalta a presidente do Conselho do GIFE.

Uma das novidades desta edição, que estará presente ao longo dos três dias, será o espaço “Novas Vozes”, momentos nos quais a juventude brasileira irá discutir a sociedade hoje e como os jovens estão ajudando a construir o país que se quer. “As mídias sociais trouxeram essa oportunidade da juventude ter mais voz, mas é preciso dar mais amplitude para que o seu impacto seja maior. Espaços como este, provocados pelo GIFE, são importantes para isso”, comenta Neca Setúbal.

Mais uma novidade será um conjunto de mesas na quinta-feira, aberto ao público, que discutirá comunicação transformadora, com temas como mobilização, o papel do audiovisual e um debate sobre a degradação do debate público, trazendo questões relacionadas às fakenews.

Programação aberta

O Congresso GIFE contará também com uma programação aberta ao público, proposta por parceiros e associados, com temáticas que dialogam com a questão central do evento, a fim de refletir novas fronteiras de atuação do ISP, em debates como mudanças climáticas, gênero, raça, entre outros.

As organizações interessadas em propor, inclusive, mesas para a programação aberta podem se inscrever no edital, que estará aberto até o dia 19 de fevereiro. Veja como participar.

Webinars sobre temas do Congresso

Até a data do Congresso, o GIFE irá promover uma série de debates online, para esquentar as discussões que marcam a programação. O próximo será no dia 20 de fevereiro e irá discutir sobre mídia, fakenews e os riscos à democracia – Inscreva-se! 

Assista também aos debates anteriores:

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