Instituto ABCD oferece formação sobre transtornos da aprendizagem

 

Para ajudar uma criança com dificuldades em aprender, é preciso, em primeiro lugar, identificar o perfil de aprendizagem e buscar entender como esse aluno processa novas informações. Para apoiar professores e profissionais da educação nessa missão, estão abertas as inscrições para o Programa Todos Aprendem EaD, do Instituto ABCD (iABCD).

Criado em 2009, o iABCD trabalha para gerar, promover e disseminar projetos e conhecimentos para ajudar pessoas com dislexia e outros transtornos de aprendizagem. Para essa terceira edição do programa no modelo EaD (Ensino à Distância), a proposta é selecionar Secretarias de Educação de todo Brasil, sejam estaduais ou municipais, para que professores do Ensino Fundamental I, gestores e técnicos das Secretarias possam participar do curso.

Juliana Amorina, diretora técnica do iABCD, explica que trata-se de uma formação cujo objetivo é promover um aumento do conhecimento sobre os processos de aprendizagem e fortalecer a capacidade dos municípios e escolas de identificar os diferentes perfis de aprendizagem, além de promover a identificação precoce de crianças que apresentam transtornos específicos nesse processo.  

“A ideia do Programa Todos Aprendem é trabalhar a questão da neurodiversidade e dos diferentes perfis de aprendizagem, partindo do fato de que todos os alunos aprendem. A partir do momento que percebemos a existência de diferentes perfis, notamos oportunidades diferentes de oferecer o conteúdo e, dessa forma, todos os alunos aumentam o potencial de aprender”, defende.

Além disso, a diretora argumenta que a formação também trará discussões para diferenciar os desafios que qualquer aluno pode enfrentar em algum momento de sua vida acadêmica e as dificuldades daqueles que de fato apresentam algum transtorno de aprendizagem. “Nós trabalhamos com o conceito do ‘desenho universal da aprendizagem’, um ensino customizado que vai favorecer a aprendizagem de todos que estão em sala de aula, inclusive do aluno que tem algum transtorno”.

A formação não segue uma linha pedagógica exclusiva. Isso significa que, escolas com diferentes abordagens podem participar, já que a ideia do curso é abordar o desenvolvimento humano. Juliana argumenta sobre o uso da neurociência para explicar como as pessoas aprendem, como se dá a memorização e a atenção.

“A nossa ideia é discutir esse processo natural de como ocorre o desenvolvimento cerebral e a aprendizagem, e depois falar de casos nos quais as crianças não conseguem ter esse desenvolvimento. Vamos então dar alguns nomes [aos transtornos de aprendizagem], não para ‘classificar’, mas para entender como funciona esse perfil, e quais estratégias funcionam melhor para ele. São ferramentas usadas dentro do contexto de sala de aula para atender todos os alunos”.

O Curso

O curso será dividido em sete módulos: Aprendizagem e Neurodiversidade: Como o aluno aprende?; Dificuldades e transtornos de aprendizagem: Por que o aluno não aprende?; Como ajudar o aluno a ouvir, entender e falar melhor?; Como ajudar o aluno a ler e escrever melhor?; Estratégias para planejar e organizar melhor; Habilidades matemáticas: O que são, como avaliar e como melhorar; e Como lidar com comportamentos difíceis em sala de aula.

Enquanto que o primeiro e o segundo módulo são mais gerais ao tratar sobre questões de memória e aprendizagem desde a gestação e também sobre os transtornos específicos de aprendizagem, os módulos três a sete trarão estratégias para desenvolver competências, como: o ouvir, entender e falar (módulo três); ler e escrever (módulo quatro); organização e planejamento, tanto no contexto da sala de aula quanto sobre a organização interna do aluno (módulo cinco); habilidades matemáticas (módulo seis); e, por fim, como lidar com comportamentos difíceis na sala de aula, envolvendo, além dos alunos com transtornos de aprendizagem, outros fatores como desatenção, agressividade, impulsividade, timidez, entre outros.

A formação será totalmente online. Pelo portal do curso, os professores serão divididos em turmas, com um tutor responsável por cada uma. Ao final de cada módulo, os tutores farão vídeos de fechamento, considerando as dúvidas específicas daquela turma e os alunos deverão responder questionários. Além disso, o contato com os tutores, assim como com colegas, poderá ser feito por fóruns de discussão.

inscreva-se

Podem participar do edital Secretarias estaduais ou municipais de Educação, desde que inscrevam no mínimo 50 e no máximo 250 educadores para a formação. A formalização da parceria entre o Instituto ABCD e a Secretaria só acontecerá depois do processo de adesão dos docentes.

As Secretarias interessadas em participar devem preencher o formulário disponível no site do iABCD até o dia 16 de março. O resultado das redes selecionadas será divulgado até o dia 26 do mesmo mês.

Eventuais dúvidas devem ser encaminhadas para o endereço: contato@institutoabcd.org.br.  

 

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