Instituto Aegea chega ao GIFE para ampliar conhecimento sobre ISP

O GIFE começa 2018 com mais uma organização para fortalecer a sua rede. Trata-se do Instituto Aegea. Fundado em 2010, o Grupo Aegea, mantenedor do Instituto, é uma das maiores empresas de saneamento do segmento privado no Brasil. Atualmente, suas atividades são desenvolvidas em 48 municípios de dez estados brasileiros: Pará, Rondônia, Maranhão, Piauí, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo e Santa Catarina.

Sua principal atividade é o gerenciamento de ativos de saneamento por meio de concessões plenas ou parciais e parcerias público-privadas (PPPs), como administradora de concessões públicas em todas as etapas do ciclo da água: abastecimento, coleta e tratamento de esgoto.

Em 2018, o Instituto irá incorporar e remodelar as atividades desenvolvidas desde 2013 pelo Instituto Equipav. Segundo Thiago Augusto Terada, gerente de Responsabilidade Social, haverá, com essa fusão, uma mudança de foco. A função de coordenação dos projetos, antes a cargo do Instituto Equipav, ficará a cargo da Aegea como empresa.

“O principal objetivo do Instituto Aegea é ser um catalisador de inteligência e investimento social privado. A empresa está buscando a chamada licença social e o Instituto vai ajudar bastante. Iremos intensificar os investimentos sociais da empresa com a colaboração do Instituto para alcançar principalmente duas coisas: o desenvolvimento local e melhoria do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) dos municípios onde atuamos”, explica Thiago.

Segundo o gerente, o fato do Instituto ser uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) possibilita que a Aegea participe de fóruns de discussão com outros atores do terceiro setor, com o objetivo de ajudar a aprimorar sua atuação. “Vamos buscar entender as melhores práticas realizadas no mundo; discutir novas ferramentas; entender quais são as últimas tendências em termos de desenvolvimento local, direitos humanos e garantia de direitos de crianças e adolescentes. Trata-se de captar essas tendências e esse olhar para o futuro e dividir a expertise com a empresa, para que ela consiga modular as melhores iniciativas em termos de investimento social privado”.  

Levando em conta essa motivação, Thiago defende que participar do GIFE é uma oportunidade de fazer parte de um grupo de debate com membros qualificados, que representam grande parcela do ISP do país. “Se engajar no GIFE é ter a certeza de que estamos trabalhando com as melhores pessoas em termos de ISP. É estar dentro de um fórum onde as coisas acontecem”, ressalta.

Projetos do Instituto

Apesar de passar atualmente por um período de transição, a missão do Instituto está clara. A ideia é que as iniciativas apoiadas, de gestão de investimentos socioambientais, culturais, educacionais e esportivos, contribuam para a melhora do ambiente e da qualidade de vida, assim como um desenvolvimento sustentável da sociedade.

Para atingir esses objetivos, serão desenvolvidos projetos como “Aventuras do Mundo Encanado”. Com cinco edições já realizadas, trata-se de um teatro itinerante que apresenta peças teatrais infantis com bonecos, abordando temáticas socioambientais a fim de incentivar a participação do público na preservação do meio ambiente. A cada região que passa, o roteiro é adaptado com novos personagens e questões do bioma local. Nesse ano, serão mais de 130 apresentações em diversos territórios onde a Aegea está presente.

Outro programa que será colocado em prática em 2018 é o “Tênis Socioeducativo”. A iniciativa irá acontecer no Rio de Janeiro e no Espírito Santo e visa impactar cerca de duas mil crianças, disseminando a prática do esporte.

A Aegea também irá colocar em prática projetos envolvendo cinema. Enquanto o “Cine Autorama” irá recriar os Drive-ins das décadas de 50 e 60, com exibições de filmes sobre sustentabilidade ao ar livre para as pessoas assistirem nos seus carros, o CineSolar será um cinema móvel, que funcionará a partir de energia solar captada por placas instaladas na estrutura de uma van.

Além dessas, também serão desenvolvidas outras ações, como o projeto “Trilha da Cultura”, que consiste na distribuição de kits culturais para alunos e formação para professores, com a proposta de incentivar o debate sobre água e saneamento.

Um aspecto comum à maioria das iniciativas é o foco do trabalho com crianças e jovens. Segundo Thiago, discutir questões socioambientais desde cedo é importante, pois trata-se de preparar um futuro com adultos mais conscientes. “É mais difícil mudar a opinião de um adulto do que educar uma criança. Quando trabalhamos educação socioambiental com uma criança, o fruto que a gente vai colher não é agora, e sim daqui 15 ou 20 anos, quando ela se tornar um adulto mais responsável e consciente. É um compromisso de longo prazo”.

Além disso, Thiago faz um paralelo e destaca que toda a atuação no setor de saneamento é com base em investimentos também de longo prazo. De acordo com o gerente, ter uma estrutura de água e saneamento que será aproveitada por diversas gerações muda a vida em sociedade. Assim, a atuação da empresa e do Instituto estão diretamente relacionadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, principalmente o 6, que aponta a necessidade de “assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todas e todos”.

“Essa é uma agenda necessária para o desenvolvimento. Nós acreditamos que a sociedade não consegue se desenvolver se questões básicas como essa não forem superadas”, ressalta.

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