Livro reúne artigos de especialistas da filantropia e sociedade civil no Brasil

O Festival ABCR, da Associação Brasileira de Captadores de Recursos, que aconteceu entre os dias 6 e 8 de junho em São Paulo, foi palco do lançamento do livro “Filantropia de justiça social, movimentos sociais e sociedade civil no Brasil”, que pode ser obtido gratuitamente via download neste link.

Organizada por Graciela Hopstein, doutora em Política Social, mestre em Educação e coordenadora da Rede de Filantropia para a Justiça Social, a publicação reúne 22 textos que propõem análises e reflexões sobre o cenário da filantropia social no Brasil e como o campo se articula com organizações da sociedade civil (OSCs) e movimentos sociais.

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Com autorias diversas, os artigos são divididos em cinco eixos: 1. O cenário dos direitos humanos na América Latina e no Brasil; 2. Visão internacional sobre a filantropia na América Latina e no Brasil; 3. Filantropia de justiça social no Brasil; 4. Filantropia comunitária no cenário internacional e no Brasil e 5. Mobilização de recursos e investimento social privado no Brasil.

Graciela Hopstein explica que reunir um conjunto diverso de pessoas que atuam no campo social com diferentes trajetórias profissionais, além de criar um diálogo plural e aberto, foram motivações para organizar o livro. A coordenadora destaca que os gestores, consultores, financiadores, ativistas, acadêmicos, pesquisadores, jornalistas e formadores de opinião têm em comum a atuação e reflexão sobre movimentos sociais, sociedade civil, filantropia e também o apoio a causas vinculadas aos direitos humanos e à justiça social.

Maria Carolina Trevisan, especialista na cobertura noticiosa de direitos humanos, é autora do artigo “Violação de direitos em tempos de instabilidade. Como a crise deteriora políticas de direitos humanos e expõe defensores à violência”.

Ana Valéria Araújo, coordenadora executiva do Fundo Brasil, e Maíra Junqueira, coordenadora executiva adjunta e coordenadora de relacionamento com a sociedade, integram o eixo três com o artigo “Filantropia de justiça social e defesa dos direitos humanos”, no qual falam sobre a contradição brasileira. Ao mesmo tempo em que somos um dos países mais desiguais do mundo, tem uma movimentação de atores sociais que enfrentam essa desigualdade e estão comprometidos com a construção de um país mais justo e democrático.

Amalia Fischer, coordenadora geral do Fundo ELAS, e Inês Mindlin Lafer, diretora do Instituto Betty e Jacob Lafer, também fazem parte do eixo três com os textos “Contexto, farsas, ironias, linhas de fuga e pistas sobre filantropia feminista de justiça social: resistências e interseções” e “Filantropia Familiar no Brasil”, respectivamente.  

Fechando o livro, Fabio Deboni, diretor executivo do Instituto Sabin, marca presença com o artigo “Investimento social privado como expressão da filantropia: dilemas e caminhos”.

Saiba mais

Para aqueles que desejam saber mais sobre o tema, Graciela Hopstein usou seus conhecimentos, como por exemplo as pesquisas realizadas para o projeto do livro, para produzir alguns artigos (em inglês) para o Philanthropy for Social Justice and Peace (Filantropia para Justiça Social e Paz, em tradução livre), uma rede que fortalece e conecta instituições, grupos e indivíduos para promover mudanças sociais.

O primeiro deles fala sobre os obstáculos, desafios e oportunidades da filantropia no Brasil, enquanto o segundo apresenta a Rede de Filantropia para Justiça Social como um ator estratégico de apoio da sociedade civil no país.

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