Prêmio Fundação Bunge reconhece profissionais da literatura e ciências agrárias

Estão abertas as inscrições para a 63ª edição do Prêmio Fundação Bunge. Idealizado para incentivar a inovação e disseminação de conhecimento, a iniciativa busca reconhecer profissionais em exercício que contribuem para o desenvolvimento da cultura e das ciências no Brasil, além de estimular novos talentos.

Criado em 1955, quando a Bunge completou 50 anos no Brasil, o prêmio tem ligação com a história da empresa, que, segundo Cláudia Calais, diretora executiva da Fundação, sempre teve relação com o pioneirismo tecnológico.

“Historicamente, a Bunge sempre esteve muito ligada às inovações tecnológicas. Ela foi a primeira empresa a desenvolver uniformes para os funcionários, a primeira a produzir lençol de casal no Brasil, a introduzir o óleo de soja como alternativa à banha de porco. Para estimular que o Brasil investisse cada vez mais em ciência e tecnologia, criou-se o prêmio, que incentiva trabalhos nas áreas de letras, ciências e artes. A empresa queria que os processos acadêmicos fossem ampliados para que a sociedade em geral também pudesse ser beneficiada”, explica Cláudia.  

Segundo a diretora, ter um prêmio voltado especialmente a reconhecer profissionais que dedicaram a vida e suas produções às ciências é importante, considerando que a tendência vigente no país é não valorizar esse campo como deveria. “Apesar de termos muitos avanços científicos e tecnológicos de ponta, alguns que são seguidos no mundo, inclusive, infelizmente a nossa política não é de investimento na área”.

Além disso, a iniciativa também estimula o ingresso de jovens na iniciação científica, de forma a dar continuidade ao campo de pesquisa e inovação no Brasil.

Em 2018, a sexagésima edição do prêmio volta a atenção para profissionais de Ciências Agrárias e Letras, que serão homenageados nos respectivos temas “Serviços Ambientais para o Agronegócio” e “Literatura Infantojuvenil”. Serão escolhidos dois nomes por tema: um para a categoria Vida e Obra e outro para Juventude (para pessoas de até 35 anos), totalizando quatro contemplados.

Áreas temáticas

Em “Serviços Ambientais para o Agronegócio”, a ideia é dar luz a um tema importante dentro da preservação ambiental, que são os serviços ambientais. Segundo Cláudia, o objetivo é usar a maior compreensão da sociedade quanto aos impactos ambientais em qualquer atividade produtiva para reconhecer indivíduos que trabalham para a preservação. “Hoje, as pessoas estão muito mais atentas e valorizando os serviços ambientais, tanto que temos vários modelos, como na área política e regulatória com o Código Florestal e o próprio Plano de agricultura de baixo carbono”.

Já em “Literatura Infantojuvenil”, ela ressalta a importância de valorizar esses temas de maneira geral, sempre que possível. “Temos que alimentar o corpo com serviços ambientais, mas alimentar a alma e a mente é igualmente fundamental”.

Seleção e premiação

O processo de inscrição funciona de uma forma diferente: as indicações para cada área são feitas por universidades, entidades científicas e culturais, além de instituições que trabalham com literatura (como a Academia Brasileira de Letras), que devem enviar os nomes até 30 de junho. Isso porque a ideia do prêmio é reconhecer profissionais respeitados nas suas áreas de atuação.

A lista de nomes é destinada a duas comissões técnicas, uma para a categoria Vida e Obra, que reconhece a produção durante toda a carreira de um profissional, e outra para Juventude, que reconhece a produção de profissionais de até 35 anos.

“Em Vida e Obra, geralmente são profissionais seniores, que já têm uma obra consolidada e carreira bem-sucedida, com uma produção científica ou acadêmica robusta. Em Juventude, profissionais de até 35 anos que ainda não tem uma vasta produção. Normalmente, é premiado um trabalho ou uma produção. Ou a comissão técnica percebe que se trata de um profissional de futuro, que está numa linha de pesquisa e atuação interessante”, ressalta.

Os profissionais reconhecidos na categoria Vida e Obra receberão um prêmio de R$ 150 mil e uma medalha de ouro, enquanto que os contemplados em Juventude recebem R$ 60 mil e uma medalha de prata.

O resultado dos quatro profissionais contemplados em 2018 será divulgado pelo site da Fundação Bunge em agosto.

Notícias relacionadas