Responsável por parte da transmissão de energia nas cinco regiões brasileiras, Furnas é nova associada ao GIFE

Cerca de 40% da energia que move o país passa pelo parque gerador de Furnas, novo associado GIFE. Criada em 1957 para garantir energia ao processo de industrialização e urbanização do país, a empresa de economia mista, subsidiária da Eletrobrás e vinculada ao Ministério de Minas e Energia, visa a contribuir para o desenvolvimento da sociedade a partir de atuação com excelência empresarial e responsabilidade social no setor de energia.

Com sede no Rio de Janeiro, a empresa atua nas cinco regiões do território nacional, com instalações para geração, transmissão e comercialização de energia em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Tocantins, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio Grande do Norte, Ceará, Bahia e Distrito Federal.

Das 21 usinas hidrelétricas que integram o sistema de geração Furnas, quatro são usinas próprias, seis sob administração especial, duas em parceria com a iniciativa privada e nove em regime de participação em Sociedades de Propósitos Específicos (SPEs). Já no âmbito de transmissão de energia, Furnas possui 75 subestações, sendo 54 próprias e 21 em regime de parceria.

A trajetória de Furnas no compromisso social começou em 1992, quando participou de uma campanha nacional contra a fome. Desde então, construiu programas e ações voltadas ao desenvolvimento da sociedade. Isabella Dantas, gerente adjunta de responsabilidade sociocultural de Furnas, explica que a atuação da empresa acontece prioritariamente em comunidades localizadas no entorno de seus empreendimentos.

Em 2019, a ideia é desenvolver os projetos e focar sua atuação em responsabilidade social de acordo com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 4, 8 e 17, que versam sobre assegurar a educação inclusiva e equitativa de qualidade; promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável; e fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável, respectivamente.

Desenvolvimento territorial

Ligada diretamente à forma e ao objetivo de atuação de Furnas, uma de suas ações é o Programa de Desenvolvimento Territorial. “Dentro da nossa área de atuação, que é enorme, identificamos localidades que estão com um grau de vulnerabilidade social mais elevado para desenvolver projetos”, explica Isabella.  

No ciclo atual, iniciado em 2018, foram cinco as áreas escolhidas, localizadas nos municípios de Angra dos Reis (RJ), Itatiaia (RJ), Foz do Iguaçu (PR), Mogi das Cruzes (SP) e Ibiraci (MG). “A intenção do programa é desenvolver a capacidade de mobilização comunitária nesses locais. O Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (IBASE) é nosso parceiro e, junto com ele, visitamos as comunidades e implementamos os chamados Núcleos de Integração Comunitária. O objetivo é que a própria população se organize, identifique suas necessidades, discuta as prioridades e busque soluções junto a parceiros e a órgãos competentes com seus próprios meios.”

Segundo a gerente, é comum encontrar desafios territoriais que a empresa não consegue resolver sozinha, pois muitas vezes são questões relativas a educação, saúde, saneamento e infraestrutura. “Nós não conseguimos resolver todos os problemas. O que fazemos é capacitar a comunidade para que ela faça uma leitura crítica do território, aprenda a identificar suas potencialidades e vulnerabilidades e a se organizar e demandar do poder público aquilo que de fato necessita. Acreditamos ser esse um legado muito maior do que chegar no local e realizar uma obra, por exemplo.”

Apoio institucional e educação comunitária

O Furnas Social é um edital destinado ao repasse de recursos para aquisição de mobiliário, materiais e equipamentos por organizações da sociedade civil sem fins lucrativos, sediadas nos municípios do entorno dos empreendimentos da empresa. Realizado a cada dois anos e já em sua sexta edição, o edital de 2019 trará uma série de novidades.

Isabella conta que por meio de uma parceria com a plataforma Prosas, este ano será o primeiro em que Furnas receberá inscrições online. “As nossas usinas e linhas de transmissão [de energia] impactam municípios muito pequenos. Tínhamos receio de migrar o edital para o meio eletrônico e acabar criando uma barreira para muitas instituições que ainda não têm fácil acesso à internet, por exemplo, por isso ainda receberemos inscrições via correio também. São organizações simples, que muitas vezes precisam de coisas básicas.”

Vale ressaltar que organizações com focos diversos – desde que atuantes em municípios onde Furnas está presente – são convidadas a se inscrever, mas serão priorizadas aquelas que comprovem atuação em áreas relacionadas aos ODS considerados prioritários.  

Outro programa desenvolvido por Furnas e conectado ao ODS 4 é o Energia Social Furnas. A empresa conta com uma equipe de profissionais que oferece formações, vivências e palestras sobre temas diversos em escolas públicas dos municípios do entorno dos empreendimentos. O trabalho é realizado desde a Educação Infantil até o Ensino Médio e os alunos aprendem sobre ODS, bullying, alimentação saudável, conservação de água e energia, cidadania, maternidade e paternidade na adolescência, reciclagem e gênero e raça, com atividades direcionadas para cada faixa etária específica.

“Esse é um programa permanente de Furnas, que está em reformulação para abarcar os ODS em todos os temas trabalhados de forma transversal. O ciclo de atividades em 2018 contou com 30 mil atendimentos em 43 municípios localizados nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Goiás, Tocantins e Paraná.”

Associação ao GIFE

Originalmente atuante na área de gestão, Isabella conta que foi ao mercado em busca de informações sobre os processos e ações do campo que viessem a embasar a tomada de decisões da área. “Nesse contexto, vi o GIFE como uma importante fonte de informação. Nós temos projetos muito bonitos, mas sempre há muito a aprender, principalmente com o setor privado”, explica.

A vontade de trocar conhecimento com outras organizações que atuam no investimento social privado (ISP) para conhecer novas experiências, práticas e processos também está entre os motivos da associação ao GIFE, juntamente com a possibilidade de estabelecer parcerias, segundo a gerente.

Associados

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