Estudo vai mapear os impactos da pandemia sobre as OSCs brasileiras

A pandemia de Covid-19 gerou uma crise sem precedentes para a sociedade global. Os impactos sociais e econômicos, em especial sobre as populações mais vulneráveis, expõem uma das maiores fragilidades da sociedade brasileira: as desigualdades.

Ao mesmo tempo em que o enfrentamento da crise ocasionada pela pandemia de Covid-19 tem gerado uma enorme mobilização entre todos os setores, as incertezas crescem a cada dia, especialmente no que se refere ao período pós-crise. No foco dessa preocupação, estão as organizações da sociedade civil (OSCs), que vêem em risco sua já frágil sustentabilidade financeira em razão da interrupção de parte de suas atividades e possíveis redirecionamentos de investimentos governamentais e privados para a emergência do atual momento.

Elas terão capacidade de sobreviver à crise? Como devem repensar sua ação frente à demanda imediata? Qual é seu papel no período pós-crise e como devem se preparar para isso? É o que busca responder a pesquisa Impacto da Covid-19 nas OSCs brasileiras: de resposta imediata à resiliência.

Em parceria com diversas instituições do terceiro setor, Mobiliza e Reos Partners convidam lideranças de organizações da sociedade civil de todo Brasil a preencherem um questionário contando os diversos desafios que têm sido enfrentados pelo setor. O objetivo é compreender os impactos da crise nas OSCs, identificando sua situação financeira e necessidades imediatas e futuras a fim de desenhar soluções e articular ações de fortalecimento do campo.

A iniciativa conta com o apoio de Instituto Sabin, Fundação Tide Setubal, Laudes Foundation, Instituto ACP e Instituto Ibirapitanga.

Etapas e resultados

O questionário aberto constitui a etapa quantitativa da pesquisa. A expectativa dos organizadores é mobilizar mais de 500 organizações respondentes que contemplem a diversidade regional e de causas do setor.

Para alcançar essa meta e diversificar a análise do material, um Comitê Estratégico foi formado com diversas organizações consideradas hubs de contato com redes de OSCs. São elas: ABCR, GIFE, ponteAponte, Movimento Arredondar, Move Social, Prosas, Instituto Filantropia e Nossa Causa.

O estudo contará ainda com uma etapa qualitativa, que contemplará cerca de 15 entrevistas exploratórias com lideranças de OSCs e formadores de opinião de todas as regiões do Brasil. Para essa etapa, também será considerada uma diversidade de tamanhos, causas e regiões brasileiras a fim de garantir uma amostra significativa do setor.

Os resultados da pesquisa serão enviados em primeira mão às organizações que responderem ao questionário, que também serão convidadas a assistir a um webinar de análise dos dados.

Para quem deseja participar do estudo, o questionário está disponível neste link e fica no ar até 31 de maio.

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