Rede Temática de Garantia de Direitos abre agenda de RTs do GIFE em 2020

Abrindo as mobilizações e trabalhos das Redes Temáticas (RT) do GIFE em 2020, a RT de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente realizou sua primeira reunião geral no dia 4 de fevereiro, na sede do Itaú Social, em São Paulo. 

O encontro reuniu representantes de mais de doze instituições que atuam no tema e foi destinado à revisão das ações pendentes da segunda metade do planejamento estratégico, elaborado no começo de 2019 e com vigência de dois anos. 

Interlocução entre institutos e empresas 

Em março, será realizada a segunda edição do evento “Aliança entre Institutos, Fundações e Empresas pelos Direitos da Criança e do Adolescente”. O primeiro, realizado em agosto de 2018, em São Paulo, teve como objetivo reunir tanto os representantes de institutos e fundações, como das empresas mantenedoras para uma rodada de apresentação de cases de instituições que trabalham o tema de forma articulada. 

“Nossa ideia é que a pessoa do instituto ou fundação consiga levar para o evento alguém da empresa mantenedora que atue na gestão do negócio, principalmente relacionado a questões institucionais e de sustentabilidade. Esse olhar específico já acontece em muitas outras frentes de direitos humanos, mas quando o assunto é criança e adolescente, a empresa sente-se insegura porque não tem certeza sobre o impacto de seu trabalho”, observou Eva Dengler, gerente de programas e relações empresariais da Childhood Brasil. 

Para mapear quais cases serão apresentados na segunda rodada, a rede lançou uma pesquisa online, cujas respostas ajudarão a construir a agenda do dia do evento, e realizará uma busca ativa por outros bons exemplos de atuação. A RT estuda, ainda, a possibilidade de uma publicação com os aprendizados dos dois encontros. 

Retomada do planejamento 

No início de 2019, grande parte das organizações que compõem e frequentam as reuniões da RT GDCA participaram de um encontro, na sede do Instituto Alana, em São Paulo, para realizar o planejamento bianual para 2019 e 2020. Foi nessa ocasião que a rede dividiu sua atuação em frentes estratégicas – conhecimento, mobilização e conselhos e fundos – e distribuiu nos quatro semestres as ações para cada uma delas. 

Com o objetivo de otimizar as atividades previstas para 2020 e alcançar grande parte do que foi previsto no planejamento, o grupo usou o encontro para bater o martelo sobre a revisão de algumas propostas.  

Uma das mudanças foi a possível criação de uma “Coalizão pelos 30 anos de direitos”, a ser anunciada durante o 11º Congresso GIFE, responsável por conduzir atividades posteriormente em diferentes localidades, a começar por uma reunião na Assembleia Legislativa de São Paulo, em junho. 

Dessas experiências, a rede pretende elaborar um produto conjunto – com o modelo ainda a ser decidido -, fornecendo um ‘passo a passo’ para a realização de eventos locais em favor da garantia de direitos de crianças e adolescentes de todo o Brasil. 

A rede também concordou em centralizar propostas anteriores de diversos eventos em uma única reunião, prevista para o segundo semestre, no Congresso Nacional, em Brasília, com o objetivo de debater violências contra crianças e adolescentes. 

Participação da RT no Congresso GIFE 

Além da programação fechada – exclusiva para os inscritos pagantes – o Congresso GIFE conta com uma programação aberta, gratuita e acessível a qualquer interessado. 

Assim como foi realizado no X Congresso GIFE, em 2018, a RT fez uma proposta no edital de ações para a programação aberta do evento, a ser realizado entre 20 e 22 de maio, em São Paulo. O grupo de mobilização da RT quer aproveitar a comemoração dos 25 anos do GIFE e dar início antecipadamente às celebrações do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que completará 30 anos em julho. 

“Nós pensamos em um encontro que pudesse falar sobre o investimento social privado para crianças e adolescentes na perspectiva deles mesmos. Seria uma roda de conversa para um público que não costuma participar de eventos como o Congresso, mas nós, enquanto grupo de mobilização, entendemos que não podemos pensar ações para esse público sem ouvi-lo”, reforçou Marisa Villi, co-fundadora e diretora executiva da Rede Conhecimento Social. 

A ideia é reunir um grupo pequeno de jovens de diferentes origens e perfis, mas que já estejam envolvidos com ações de investimento social, para interagir com os participantes e debater alguns dos principais pontos do ECA. 

Conversando diretamente com essa proposta, a RT também deseja propor ao GIFE uma parceria para que os adolescentes sejam previamente orientados e, em maio, possam frequentar espaços reservados à programação fechada do evento. A ideia é que, posteriormente, seja elaborada uma produção sobre o Congresso sob o ponto de vista dos jovens. 

Coordenação 

Como comunicado no último evento de 2019, o Itaú Social deixará, em 2020, seu lugar na coordenação, mas permanecerá como membro da RT. Para que não haja sobrecarga entre os membros, são necessárias, preferivelmente, três organizações para ocupar o cargo. A saída da instituição deixa, ao menos, uma posição aberta para compor a coordenação juntamente com Childhood Brasil e Instituto Alana. 

Próximos encontros e comunicação

Também teve espaço na pauta um debate sobre o modelo das reuniões realizadas ao longo de 2019. Em sua posição de apoiador da rede, o GIFE sugeriu o convite a especialistas no tema de garantia de direitos e suas nuances para frequentarem os encontros, uma estratégia para trazer mais conhecimento e conteúdo para a RT. 

Para que isso aconteça, será realizado um mapeamento entre as organizações membros da rede a fim de registrar possíveis nomes e temas de interesse. Em julho de 2019, o grupo teve uma experiência positiva quando contou com a participação de Maria do Carmo Albuquerque, especialista em Conselhos Municipais de Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCAs) e pesquisadora do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap). 

Entre as ideias atualmente em estudo para a comunicação da RT, foram levantadas a possibilidade de gravar o áudio dos encontros, realizar videoconferências ou até mesmo gravar eventuais participações de especialistas. A ideia é disponibilizar o conteúdo em uma página única para quem não puder participar dos encontros e se interessar pelas discussões.

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