Série Escola Nota 10 busca inspirar professores gaúchos na volta às aulas

 

Para inspirar professores, educadores, gestores e os demais profissionais que trabalham com educação, a Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho (FMSS) acaba de lançar a série “Escola Nota 10”. Em parceria com a RBS TV e Gaúcha ZH, a ideia do projeto é divulgar conteúdos na televisão, internet e jornal impresso sobre 10 projetos bem sucedidos de educação, desenvolvidos dentro de escolas selecionadas no Mapa de Boas Práticas na Educação.

Para contextualizar, o Mapa, lançado no final de 2017, surgiu a partir da vontade da Fundação em potencializar a sua parceria com a rede RBS TV para dar luz à boas iniciativas educacionais no Rio Grande do Sul. Amaralina Xavier, gestora de comunicação e projetos da Fundação, explica que a ideia foi fazer um recorte a partir de uma agenda positiva ao mostrar que existem formas de realizar bons projetos educacionais mesmo em circunstâncias desfavoráveis.

“A Fundação queria realmente valorizar e parabenizar a rede de atores que fazem a diferença no âmbito da educação. Nós entendemos a educação como a formação e integralidade do ser, então estamos falando de uma educação cidadã, que vai além dos muros da escola, com valores humanistas e que atinja jovens e crianças, e também promova o desenvolvimento de pensamento crítico e sistêmico de adultos.

Por isso, além de iniciativas de escolas, o Mapa conta também com projetos de coletivos independentes, de associações de bairros, de programas que nascem nas universidades e vão para as escolas e comunidades”.

O Mapa de Boas Práticas conta com três linhas de atuação. A primeira delas, como já citada, é dar visibilidade a projetos bem sucedidos desenvolvidos no Rio Grande do Sul. A segunda propõe a criação de uma rede, em um movimento de colocar os educadores, professores e facilitadores dessas ações em contato para trocarem experiências e conhecimento. “Nós buscamos incentivar que essas pessoas que já fazem a diferença se conheçam. Além disso, a Fundação também fornece conteúdos para que eles profissionalizem seus projetos, com dicas de leituras e webinars, por exemplo”.

A terceira frente consiste no apoio técnico. Segundo Amaralina, a Fundação percebeu que as pessoas envolvidas nas ações tinham uma dificuldade em comum de construir indicadores para acompanhar o desenvolvimento e resultados dos projetos. “Muitas vezes, trata-se de medir qualitativamente, e não quantitativamente. Mas a gente queria mostrar para os educadores como é possível melhorar e otimizar suas ações para que elas ganhem mais escala ou melhor qualidade, ou consigam até se reconstruir, tirando os erros do caminho”. O formulário para que novas iniciativas sejam incluídas no Mapa fica aberto e está disponível neste link.

Série “Escola Nota 10” e a volta às aulas

A criação da série “Escola Nota 10” conversa diretamente com o primeiro princípio do Mapa, de divulgar boas iniciativas educacionais. Amaralina explica que, com essa iniciativa, o objetivo da Fundação é usar a volta às aulas para divulgar projetos relevantes e assim inspirar professores a adaptarem ou até mesmo criarem seus próprios projetos.

“Esse ano terá uma agenda social atribulada, com eleições e a Copa do Mundo. Nós usamos o mote do início das aulas para mostrar que, mesmo com essa agenda, é possível usar o espírito de renovação de cada ano letivo para iniciar novos projetos e mostrar que existem formas de fazer mais com o pouco que temos”, explica Amaralina.

A seleção das dez iniciativas que serão divulgadas pela série durante o mês de março foi realizada pela equipe da Fundação, a partir dos seguintes critérios: os projetos já deveriam fazer parte do Mapa de Boas Práticas; serem realizados no ensino formal, em escolas públicas gaúchas e estarem em andamento.

O material produzido será divulgado em quatro canais diferentes: enquanto o site da Fundação e o portal Gaúcha ZH ficarão responsáveis pela publicação de matérias online, com vídeos enviados pelas próprias iniciativas, o Jornal do Almoço irá produzir uma matéria para televisão e o Zero Hora irá retratar a experiência em uma matéria no jornal impresso.

Iniciativas

O primeiro case divulgado foi o “Boizinho da Praia”. A iniciativa do cientista social Ivan Therra tem como objetivo resgatar e difundir o folclore do litoral, da região de Cidreira, à população jovem. Amaralina explica que Ivan é um dos educadores mais ativos no grupo do Mapa e que a seleção de seu projeto como o primeiro a ser divulgado pela série deve-se ao fato da continuidade das atividades, mesmo em período de férias.

“O Ivan tem um projeto muito bem estruturado sobre a importância da construção do conhecimento e da memória, no sentido de olhar pra trás, dos estudantes entenderem a sua cultura e origens para assim desenvolver um pensamento crítico sobre a realidade. Ele faz tudo isso de forma muito lúdica, trazendo os folguedos e ensinando músicas, danças e tradições da região litorânea do Rio Grande do Sul”.

Além de promover esse resgate da memória, a gestora explica que a ideia também é divulgar a iniciativa para que cada vez mais alunos participem do projeto e possam se desenvolver não só cognitivamente, mas também nos aspectos socioemocionais e culturais, compreendendo os contextos sociais da região onde vivem. A próxima ação a ser divulgada terá como tema sustentabilidade e responsabilidade ambiental.

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